Marca de relógios suíça
Doxa: história, modelos e valor
A Doxa é a marca suíça por trás do relógio de mergulho SUB de mostrador laranja, de 1967. Veja o que você precisa saber se tem um, antigo ou novo.
- Fundação
- 1889
- Fundador(es)
- Georges Ducommun
- Sede
- Biel/Bienne
- Proprietário / grupo
- Independente (família Jenny)
Doxa: origens e fundação
A Doxa começou em Le Locle, no Jura suíço. Georges Ducommun iniciou um aprendizado com um relojoeiro local em 1880, aos 12 anos. Em 1889, aos 21, abriu seu próprio negócio, “Georges Ducommun, Fabriques DOXA”. A empresa fazia, no início, relógios de bolso e relógios sociais.
O nome Doxa vem do grego e costuma ser traduzido como “glória”. Segundo a marca, o nome foi adotado oficialmente em 1906, mesmo ano em que um relógio de bolso Doxa antimagnético ganhou uma medalha de ouro na Exposição Universal de Milão.
Fundadores e família
Georges Ducommun dirigiu a empresa até sua morte em 1936. Seu genro, Jacques Nardin, assumiu então. Desde 1997 a marca pertence à família Jenny, de Biel/Bienne, que já era conhecida por sua própria marca, a Jenny Watches.
História e marcos da Doxa
- 1907: Ducommun patenteia um movimento de oito dias. A Doxa diz que ele foi usado em relógios de painel de carros, incluindo os da Bugatti.
- 1957: surge a coleção de relógios sociais “Grafic”.
- 1964: testes no lago de Neuchâtel com o mergulhador Claude Wesly mostram que o laranja era a cor de mostrador mais legível debaixo d'água.
- 1967: o relógio de mergulho SUB 300 é lançado na feira de Basileia, com mostrador laranja e luneta giratória com a tabela de descompressão da Marinha dos EUA. Jacques-Yves Cousteau estava entre os mergulhadores consultados.
- 1968: segue-se o SUB 300T Conquistador, um dos primeiros relógios de mergulho com válvula de escape de hélio. A empresa de Cousteau, U.S. Divers, vendia relógios de mergulho Doxa nas Américas, por isso alguns mostradores trazem o logotipo Aqua Lung.
- 1968–1975: os mergulhadores de combate do Exército Suíço recebem o SUB 300T.
- 1968: a Doxa passa a fazer parte do grupo Synchron, junto com a Ernest Borel e a Cyma.
- Anos 1970: a crise do quartzo atinge duramente a marca. Em 1978 a Aubry Frères assume e, por volta de 1980, a Doxa encerra as atividades.
- 1997: a família Jenny compra a marca e a transfere para Biel/Bienne. A partir de 2002 a linha SUB volta, inicialmente em edições limitadas.
Modelos famosos da Doxa
Quase todo Doxa que se vê hoje é um SUB. As cores dos mostradores têm nomes:
- SUB 300 / SUB 300T Professional: o mostrador laranja, o visual clássico da Doxa.
- Searambler: a versão de mostrador prateado. Um Searambler “No-T” de caixa fina de 1967 foi feito por apenas um ano.
- Sharkhunter: a versão de mostrador preto.
O SUB 300T também ficou famoso pela ficção. A partir de 1973, o herói de Clive Cussler, Dirk Pitt, usa um Doxa laranja nos romances, e Matthew McConaughey usou um no filme Sahara, de 2005. A Doxa fez edições Clive Cussler, por exemplo um SUB 300T em 2023. Também existem relógios sociais e de bolso Doxa mais antigos, mas eles formam um mercado diferente do dos relógios de mergulho.
A Doxa hoje
A Doxa tem sede em Biel/Bienne e pertence à família Jenny. Romeo F. Jenny preside o Walca Group, e Jan Edöcs tornou-se CEO da Doxa em 2019. A marca vende relógios de mergulho mecânicos no segmento de preço médio, sobretudo versões modernas do SUB 300 e do SUB 300T em diferentes materiais e cores de mostrador, além de edições limitadas.
Preços da Doxa no mercado de usados
Os SUB 300 e SUB 300T originais do fim dos anos 1960 e dos anos 1970 são os mais procurados pelos colecionadores. A originalidade importa acima de tudo: um mostrador intocado, a luneta e os ponteiros corretos e uma pulseira correspondente. Mostradores assinados Aqua Lung ou U.S. Divers e peças fornecidas ao Exército Suíço despertam interesse especial, mas exigem provas sólidas. Variantes raras de um único ano, como o Searambler “No-T”, também são procuradas.
Os Doxa SUB modernos da era Jenny são vendidos em uma faixa mais normal para relógios esportivos de preço médio. Caixa, documentos e numeração de edição limitada ajudam. Polimento excessivo, mostradores ou lunetas trocados e falta de histórico de revisões reduzem o valor.
Como reconhecer um Doxa original
Nos SUB vintage, o principal risco não são falsificações grosseiras, mas os “frankens”: relógios montados com peças diversas ou equipados com mostradores, lunetas ou ponteiros de reedições posteriores. Verifique se o texto do mostrador, a escala da luneta e o estilo da caixa correspondem à época do relógio. Peça fotos de perto do fundo da caixa, do movimento e das bordas do mostrador. Cuidado com histórias “militares” ou “Aqua Lung” sem documentos. Nas peças modernas, compare a impressão do mostrador e as gravações com as fotos oficiais e peça o cartão de garantia original. Mais dicas gerais estão no nosso guia sobre como identificar um relógio falso.
Quanto vale o seu Doxa?
Quer ter uma primeira ideia de quanto o seu Doxa pode valer? Envie algumas fotos do mostrador, do fundo da caixa e da pulseira para uma avaliação gratuita do valor do relógio. Se você precisa de um documento por escrito para inventário, divórcio ou seguro, pode encomendar um laudo de avaliação do relógio.
Perguntas frequentes
Quanto vale um Doxa SUB vintage?
Depende sobretudo da originalidade: um SUB 300 ou 300T intocado do fim dos anos 1960 ou dos anos 1970, com mostrador, luneta e pulseira originais, vale muito mais do que um com peças trocadas. Mostradores especiais, como as versões Aqua Lung ou U.S. Divers, despertam interesse se forem autênticos.
Por que os relógios de mergulho Doxa têm mostrador laranja?
Em 1964, a Doxa testou cores de mostrador debaixo d'água no lago de Neuchâtel com o mergulhador Claude Wesly. O laranja se mostrou o mais legível e virou a cor emblemática do SUB 300, lançado em 1967.
A Doxa ainda é uma marca suíça?
Sim. Desde 1997 a Doxa pertence à família Jenny e tem sede em Biel/Bienne, na Suíça.
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